segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A forma como vemos o mundo depende do que queremos

Um estudo realizado pelos psicólogos Emily Balcetis, da Universidade de Nova York, e David Dunning, da Universidade Cornell, ambas nos Estados Unidos, acaba de revelar que a forma como vemos o mundo depende daquilo que desejamos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores pediram a um grupo de voluntários – parte deles com sede – que estimassem a que distância estava uma garrafa de água. Os sedentos afirmaram que ela estava mais perto que os demais. Em outro teste, os participantes deviam atirar um saquinho com pedras em cima de vale-presentes com valores variados. Os que tentavam acertar nos cupons de US$ 25 erravam o alvo, em média, em 23 cm para menos, enquanto os que tentavam acertar alvos de maior valor ultrapassavam o local exato em apenas 2,5 cm.

A pesquisa, publicada no periódico Psychological Science, mostra que com a evolução do cérebro as pessoas que subavaliavam as distâncias de certas metas deveriam estar perseguindo objetivos que desejavam com grande intensidade. “Acreditar que a água está perto quando temos sede aumenta nosso empenho em buscá-la e nos torna mais esperançosos de satisfazer rapidamente o anseio”, comenta Emily Balcetis.

Evolutivamente, o erro na percepção pode ter sido uma vantagem, pois levava nossos ancestrais a se empenhar para conseguir o que precisavam; e, talvez, sobreviver em melhores condições que os que faziam avaliações mais precisas.

Fonte: UOL - Mente Cérebro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Meditação pode "desligar" estresse no cérebro

De acordo com pesquisas recentes, é possível, através de técnicas de meditação, modificar a estrutura cerebral de forma a reduzir os impactos do estresse. Apenas dois meses de prática de meditação são suficientes para gerar mudanças significativas nas regiões do cérebro associadas também à memória, ao sentido de si mesmo e à empatia.

O estudo liderado por cientistas do Hospital Geral de Massachusetts (MGH) e que será publicado na revista Psychiatry Research confirma o que os praticantes de meditação sempre afirmaram; que além da sensação de relaxamento e tranquilidade física, eles experimentam benefícios cognitivos e psicológicos de longa duração.

Outros estudos encontraram diferenças estruturais entre os cérebros de praticantes de meditação experientes e de indivíduos sem história de meditação, sendo observado um espessamento do córtex cerebral em áreas associadas com a atenção e a integração emocional. Os participantes ainda relataram redução do nível de estresse, que foram correlacionados com a diminuição da densidade da massa cinzenta na amígdala, conhecida por desempenhar um papel importante na ansiedade e no estresse, mas também na sociabilidade.

Durante muito tempo acreditou-se que o cérebro fosse uma estrutura fixa, no entanto, sabe-se hoje que além de possuir uma incrível plasticidade, mudanças no cérebro podem ser induzidas voluntariamente. Segundo a coautora do estudo, Britta Hölzel, da Universidade de Giessen, na Alemanha: "É fascinante ver a plasticidade do cérebro e que, praticando a meditação, podemos desempenhar um papel ativo para mudar nosso cérebro e aumentar o nosso bem-estar e nossa qualidade de vida."

Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sesta rápida pode ajudar a fixar lembranças

O melhor meio de não esquecer uma poesia ou um teorema que uma pessoa acaba de aprender, pode ser o simples ato de fazer a sesta, consideram cientistas alemães, surpreendidos com a descoberta. As experiências foram publicadas na revista Nature Neuroscience, mostram que o cérebro resiste melhor durante o sono a tudo o que pode misturar ou alterar uma lembrança recente.

Estudos precedentes já haviam provado que a memória recente, estocada temporariamente numa região do cérebro chamada hipocampo, não se fixa imediatamente. Também é conhecido o efeito da reativação das lembranças, pouco tempo após serem adquiridas, que desempenha um papel determinante em sua transferência para a zona de estocagem permanente, o neocórtex, espécie de "disco rígido" do cérebro.

Mas aprender um segundo poema no intervalo pode tornar mais difícil a lembrança do primeiro na memória longa. Partindo do princípio que o sono não tem nenhuma influência neste processo, Bjorn Rasch e seus colegas da Universidade de Lübeck, na Alemanha, quiseram fazer uma experiência.

Pediram então a 24 voluntários que memorizassem 15 pares de cartas com imagens de animais e objetos comuns. Quarenta minutos mais tarde, a metade dos que foram mantidos despertados, precisaram memorizar uma outra série de cartas levemente diferentes. Os outros 12 voluntários, tiveram o direito de fazer uma curta sesta antes de memorizar a segunda série de cartas. Os dois grupos foram testados em seguida sobre sua capacidade de se lembrar da primeira série.

Para grande surpresa dos cientistas, os que dormiram um pouco tiveram um desempenho melhor, lembrando-se, em média, de 85% das cartas, contra 60% entre os que foram mantidos acordados. "Pensamos que a razão deste resultado inesperado é que a transferência das lembranças entre o hipocampo e o neocórtex havia começado já nos primeiros minutos de sono", explicou Susanne Diekelmann, responsável pelo estudo.

Após um sono de apenas 40 minutos, uma quantidade importante de lembranças já havia sido "telecarregada" numa zona do cérebro na qual "não podiam mais ser misturadas por novas informações tratadas no hipocampo", explicou ela.

Segundo Diekelmann, o efeito benéfico das sestas na consolidação da memória poderia ter implicações interessantes para as atividades de aprendizagem intensiva, como a de línguas estrangeiras. O processo poderia também beneficiar as vítimas da síndrome de estresse pós-traumático, uma doença que atinge as pessoas que viveram situações extremas - acidente grave, atentado, agressão -, ajudando-as a reconfigurar suas lembranças.

Fonte: G1 - Mundo

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dormir bem melhora seu desempenho no trabalho

O termo "workaholic" foi criado para designar pessoas que são viciadas em trabalho, empenham muitas horas do dia para o seu emprego e geralmente se esquecem de que há outros fatores importantes na vida. Segundo o senso comum, esse tipo de indivíduo, por se dedicar tanto a uma atividade, consegue as melhores oportunidades do mercado e tem maior facilidade para ser promovido e aceito pelos seus superiores.

Esse exagero muitas vezes é refletido no sono. Pessoas viciadas em trabalho geralmente dormem pouco, muitas das quais ficam em seus escritórios ou postos de trabalho até tarde e entram cedo no emprego no dia seguinte. Contudo, de acordo com estudos médicos, a prática de substituir o sono e outros lazeres diários pelo trabalho mais prejudica do que melhora o desempenho humano nas atividades corriqueiras e diminui a capacidade de resolução de problemas.

Cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, descobriram que a boa noite de sono está ligada à criatividade e à alta produtividade de um trabalhador, seja qual for o segmento profissional no qual ele está inserido.

De acordo com o otorrinolaringologista e diretor da Associação Brasileira do Sono, Michel Cahali, o período do sono ativa a memória e traz o bem-estar físico para que a pessoa consiga maior concentração quando for desempenhar qualquer atividade cotidiana. "Hoje já é bem conhecido como a falta de sono atua nas atividades. Até as pessoas que dormem bastante, mas dormem mal, apresentam um prejuízo nítido ao trabalho, a diminuição da memória e a capacidade de concentração", diz Cahali.

Portanto, se você quer aumentar seu desempenho no trabalho, a melhor forma é dormir bastante, para ser capaz de criar e ser inovador em suas atividades.

Fonte: UOL - Blog Minha Vida

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dia de festa na Medcorp

Hoje, 25 de janeiro, é uma data especial para os colaboradores da Medcorp. Dia de festejar o aniversário do Paulino, nosso encarregado do almoxarifado.

Logo cedo, quando chegou na empresa, o colaborador aniversariante encontrou em seu local de trabalho um presente para marcar a data e mostrar que todos lembraram do seu dia.

Paulino, que aprecia de uma boa música, ganhou um CD da dupla sertaneja Fernando e Sorocaba. Com certeza, será mais uma trilha sonora para embalar a sua alegria de viver.

A Medcorp deseja muita saúde e felicidade ao aniversariante. Parabéns!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A primeira impressão que fica

De acordo com uma nova pesquisa, envolvendo psicólogos do Canadá, da Bélgica e dos Estados Unidos, a afirmação do dito popular: "você nunca terá uma segunda chance para causar uma boa primeira impressão", é verdadeira. Segundo os cientistas, novas experiências que contradizem uma primeira impressão ficam ligadas ao contexto em que ocorreram e as primeiras impressões mantêm seu domínio sobre todos os demais contextos.

"Imagine que você receba um novo colega de trabalho e a sua impressão inicial daquela pessoa não seja muito favorável. Algumas semanas depois, você encontra o seu colega em uma festa e percebe que ele é na verdade um cara muito legal. Embora você saiba que sua primeira impressão estava errada, sua reação ao novo colega será influenciada pela sua nova experiência apenas em contextos que sejam semelhantes aos da festa. No entanto, a sua primeira impressão continuará a dominar em todos os outros contextos.", explica Bertram Gawronski, da Universidade de Western Ontario.

Ou seja, a regra subconsciente criada em seu cérebro pela primeira impressão é que o seu novo colega não é grande coisa. Depois da festa, é como se seu cérebro atualizasse a informação: "O sujeito não é grande coisa, exceto em festas."

No entanto, segundo o pesquisador, às vezes as primeiras impressões, apesar de serem persistentes, podem ser modificadas, se forem questionadas em vários contextos diferentes. "Nesse caso, as novas experiências ficarão descontextualizadas e a primeira impressão lentamente irá perdendo sua força. Mas, enquanto uma primeira impressão só é contestada dentro do mesmo contexto, você pode fazer o que quiser, a primeira impressão vai dominar independentemente de quantas vezes ela seja contrariada por novas experiências.", afirma Gawronski.

A pesquisa tem implicações importantes para o tratamento de distúrbios clínicos. Pessoas que possuem reações de fobia a aranhas, por exemplo, serão tratadas em vários contextos diferentes, e não apenas no consultório do psicólogo.

Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Chocolate pode prevenir doenças cardiovasculares

Graças aos flavonóides, presentes na semente do cacau, cada vez mais estão sendo realizadas pesquisas sobre os efeitos benéficos do chocolate, principalmente sobre as suas ações no sistema cardiovascular.

Em um estudo que investigou a associação entre o consumo de chocolate, a medida da pressão arterial (PA) e a incidência de doenças cardiovasculares (DCV), pesquisadores constataram que o risco relativo de infarto do miocárdio e derrame cerebral entre os indivíduos que consumiam mais chocolate foi 49% menor, em relação aos que consumiam menos.

De acordo com a pesquisa, a média da PA sistólica (máxima) e da PA diastólica (mínima) foi, respectivamente, 1,0 mmHg e 0,9 mmHg menor entre as pessoas que consumiam mais o doce. Consequentemente, a PA foi responsável por 12% da redução do risco de DCV.

Com os resultados obtidos, os autores do estudo concluíram que um consumo relativamente maior de chocolate parece diminuir o risco das DCV, principalmente devido à redução da pressão arterial. Não podemos esquecer que o chocolate amargo é o mais rico em sementes de cacau e flavonóides.

A ingestão de flavonóides pode melhorar a disfunção endotelial (facilitando a dilatação dos vasos sanguíneos), diminuir a pressão arterial, reduzir os níveis de LDL colesterol (colesterol ruim) e, ainda, aumentar a sensibilidade à insulina, o hormônio que permite a entrada do açúcar nas células.

Fonte: UOL - Portal do Coração